Via satélite: transmissão dos votos em locais remotos ganha rapidez com a tecnologia

No amazonas, com a finalidade de garantir o direito universal ao voto, para que cada um dos 2,3 milhões de eleitores do Estado pudessem exercer o direito ao voto, mesmo aqueles das regiões mais longínquas, como é caso das aldeias indígenas “Riozinho” e “Kassauá” da etnia Hixkaryana, no Município de Nhamundá, da Aldeia Lobo, no município de Atalaia do Norte, ou da Comunidade Querari, em São Gabriel da cachoeira.

Para que 185 índios possam votar na comunidade do Riozinho (Nhamundá), a equipe do tribunal enfrenta uma jornada de 12 horas de barco. O mesmo tempo de viagem é estimado para a aldeia Kassauá. Para esta área, a equipe formada por quatro pessoas, entre mesários, técnicos de transmissão e segurança, enfrentaram 23 corredeiras, nas quais os ocupantes da embarcação tinham que sair e empurrá-la rio acima, ou arrastá-la pela margem.

A escassa e precária malha rodoviária torna o transporte fluvial o principal meio pelo qual as urnas chegam a seu destino. Contudo, em muitos locais de votação a grande distância ou a dificuldade de acesso devido à época do ano, faz com que seja necessário o uso de aeronaves. Para se chegar nessas aldeias e comunidades rurais, é necessária a utilização de aviões e helicópteros. Nos locais mais difíceis, as equipes são enviadas com uma certa antecedência para evitar imprevistos.

Além dos desafios para que as urnas cheguem aos locais mais distantes, em um estado de dimensões continentais como o Amazonas, o sucesso das eleições informatizadas com apuração em tempo recorde exige, também, investimentos em tecnologia para que os votos de eleitores de localidades remotas, possam chegar ao sistema de totalização sem atraso. Um dado importante é que, via de regra, é que os votos dessas localidades têm chegado mais rapidamente do que os colhidos em zonas urbanas.

A explicação para isso é o investimento em tecnologia. Por meio de um equipamento portátil de não mais de dois quilos, que funciona à bateria, técnicos da Justiça Eleitoral se deslocam para as localidades mais remotas do país e de lá enviam os votos para as sedes dos respectivos TREs. A Justiça Eleitoral dispõe de 1.262 antenas de satélite, fáceis de serem utilizadas. As antenas emitem um sinal sonoro (bip) que, à medida que são movimentadas, passam de intermitentes a contínuos. Quando o bip torna-se contínuo, é sinal de que a antena está perfeitamente alinhada com o satélite.

Com os meios de transmissão de dados localizados nas próprias seções eleitorais, o resultado é o envio dos votos de maneira quase instantânea, em procedimentos que giram em torno de três minutos. Antes da utilização do sistema SMSat, a Justiça Eleitoral demorava mais de 48 horas para totalizar uma eleição. Com a utilização desse serviço, a Justiça Eleitoral passou a publicar o resultado das eleições no mesmo dia do pleito.

A segurança neste tipo de transmissão é assegurada por mecanismos de criptografia e assinatura digital para que não exista qualquer possibilidade de modificação de dados. Após a transmissão, os dados são conferidos com os boletins de urnas que são impressos antes da transmissão.

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