Brasília/DF – O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta quarta-feira (4) o afastamento do prefeito de Macapá, Dr. Furlan, e do vice, Mario Neto, por 60 dias. Eles são investigados por suspeita de desvio de recursos federais destinados à construção do Hospital Geral Municipal.
A medida ocorre no âmbito da segunda fase da Operação Paroxismo, deflagrada pela Polícia Federal (PF), que cumpriu 13 mandados de busca e apreensão em Macapá, Belém e Natal.
Segundo Dino, a permanência dos investigados nos cargos poderia facilitar a ocultação ou manipulação de provas. A PF apontou indícios de fraude na licitação vencida pela Santa Rita Engenharia Ltda., cujo contrato foi firmado em cerca de R$ 70 milhões. A proposta da empresa era praticamente idêntica ao orçamento da prefeitura, indicando possível acesso prévio a informações.
Após os repasses, os sócios realizaram saques em espécie que somam quase R$ 10 milhões, valores que, segundo a PF, não retornaram ao sistema bancário nem foram aplicados na obra. Há ainda indícios de transferências a pessoas ligadas ao prefeito.
Dino também autorizou a quebra de sigilo bancário e fiscal de investigados e determinou o afastamento da secretária municipal de Saúde e do presidente da comissão de licitação.
O ministro levou o caso ao STF por possível conexão com outra investigação sobre o uso de “emendas pix”, envolvendo recursos que podem ultrapassar R$ 120 milhões, segundo cálculo da Controladoria-Geral da União.
Fonte: Agência Brasil/Portal do Careiro

