A previsão do mercado financeiro para a inflação oficial do Brasil (IPCA) em 2026 subiu de 5,09% para 5,11%, segundo o Boletim Focus divulgado pelo Banco Central nesta segunda-feira (8). A alta é atribuída, principalmente, aos impactos da guerra no Oriente Médio sobre os preços dos combustíveis e alimentos, mantendo a inflação acima do teto da meta de 4,5%.
Para controlar a inflação, o Banco Central acompanha a taxa básica de juros (Selic), atualmente em 14,5% ao ano. Apesar de duas reduções consecutivas nos juros, o cenário internacional continua sendo motivo de preocupação para a autoridade monetária. O próximo encontro do Copom ocorrerá nos dias 16 e 17 de junho.
O mercado também elevou a projeção da Selic para o fim de 2026, de 13,25% para 13,5% ao ano. Já para os anos seguintes, a expectativa é de queda gradual dos juros.
Em relação à economia, a previsão de crescimento do PIB em 2026 passou de 1,9% para 1,91%. No primeiro trimestre, a economia brasileira avançou 1,1%, enquanto o crescimento acumulado em 12 meses chegou a 2%.
Para o câmbio, a estimativa do mercado é que o dólar encerre 2026 cotado em R$ 5,15, chegando a R$ 5,20 ao final de 2027.