A arrecadação federal atingiu R$ 229,2 bilhões em março de 2026, o maior valor já registrado para o mês, com crescimento real de 4,99% em relação a 2025, segundo a Receita Federal. No primeiro trimestre, o total chegou a R$ 777,12 bilhões, também recorde, com alta de 4,6%.
O resultado foi impulsionado principalmente pelo aumento das contribuições à Previdência, pelo desempenho de tributos sobre consumo (PIS/Cofins), pela alta do Imposto de Renda retido na fonte sobre rendimentos de capital e pelo forte crescimento do IOF, que avançou mais de 50% em março após mudanças nas regras do imposto.
O avanço da arrecadação também reflete o crescimento da atividade econômica, o aumento do emprego formal e medidas tributárias recentes, como reoneração de setores e maior taxação sobre operações financeiras e investimentos.
Essas receitas são fundamentais para o cumprimento da meta fiscal de 2026, que prevê superávit de 0,25% do PIB, ajudando a reduzir o déficit público.
Outra novidade é a taxação de dividendos, que começou em 2026 e já gerou R$ 308 milhões em março. Embora ainda pequena, a expectativa é de que essa fonte ganhe peso ao longo do tempo.
No geral, os dados indicam que a arrecadação segue em níveis historicamente elevados, com desempenho dependente do ritmo da economia e de novas medidas fiscais.
Fonte: Agência Brasil/Portal do Careiro

