Moju (PA) – O Exército Brasileiro, por meio da 22ª Brigada de Infantaria de Selva (22ª Bda Inf Sl) – Brigada Foz do Amazonas –, realizou, no período de 20 a 22 e nos dias 29 e 30 de outubro, a Operação Pedro Teixeira III (com simulações construtiva e viva), nos municípios de São Luís (MA) e de Moju (PA). As atividades integraram o Programa de Adestramento Avançado da Brigada e marcaram o coroamento do ano de instrução.
A Operação mobilizou aproximadamente 400 integrantes das Organizações Militares subordinadas à 22ª Brigada de Infantaria de Selva, além de viaturas, embarcações e aeronaves. A estrutura empregada permitiu desenvolver ações integradas nos ambientes terrestre, fluvial e aéreo, além de testar a capacidade logística e administrativa da Brigada Foz do Amazonas.
Em sua fase inicial, na capital maranhense, a Operação contemplou a simulação construtiva, sendo executado o planejamento tático na carta e jogos de guerra.
Na fase da simulação viva, o 2º BIS realizou uma marcha para o combate fluvial, com assalto ribeirinho e conquista de um objetivo de bloqueio na orla da localidade. Já o 24º BIS, em conjunto com a Aviação do Exército, executou uma operação aeromóvel, com assalto a um aeródromo para a conquista e a segurança de uma pista de pouso para possibilitar operações futuras.
Por fim, o 34º BIS efetuou o cerco a uma localidade, seguido do investimento e da conquista de objetivos no interior da área urbana.
Aplicação no terreno de capacidades da tropa de selva
De acordo com o Chefe do Centro de Coordenação de Operações do CMAO, General de Brigada Alexander de Sá Vilela, o exercício integra o Programa de Adestramento Avançado e representa a etapa final de um ciclo de preparação. Segundo ele, a atividade concentrou três capacidades fundamentais da tropa de selva: operações aeromóveis, operações ribeirinhas e operações terrestres, com infiltração pela selva e investimento em localidade.
Já o Comandante da 22ª Bda Inf Sl, General de Brigada Roberval de Almeida, reforçou que o Exercício permitiu testar a capacidade de mobilização de pessoal e material em uma Operação de grande porte.
Para o Comandante Militar da Amazônia Oriental, General de Exército José Ricardo Vendramin Nunes, a Operação Pedro Teixeira III representou o encerramento de um ciclo anual de preparação e possibilitou o desenvolvimento de capacidades operacionais da Brigada. O Comandante ressaltou a complexidade do Exercício, que envolveu recursos e meios de transporte terrestres, fluviais e aéreos, destacando o planejamento, a sincronização das ações e o desempenho dos Estados-Maiores e militares envolvidos. “É um exercício completo, multimodal do ponto de vista logístico e operacional. Isso é muito importante”, salientou.
Além do adestramento operacional, a atividade exigiu uma complexa mobilização logística. Parte da tropa e dos meios empregados percorreu em torno de 515 quilômetros entre Macapá e Belém, com deslocamento pelo Estreito de Breves, em uma travessia de mais de 24 horas por balsa.
Ao final da Operação Pedro Teixeira III, restou evidenciada a destacada eficiência operacional e prontidão logística da 22ª Bda Inf Sl para atuar frente aos diferentes desafios em prol da Defesa da Amazônia Oriental.
Fonte: 22ª Brigada de Infantaria de Selva


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