A Polícia Federal aponta indícios de que o senador Ciro Nogueira teria recebido pagamentos mensais entre R$ 300 mil e R$ 500 mil do empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, além de viagens, hospedagens, voos privados e uso de imóveis de luxo. As informações fazem parte da investigação da 5ª fase da Operação Compliance Zero, autorizada pelo ministro André Mendonça, do STF.
Segundo a PF, em troca das vantagens, o senador teria atuado em favor de interesses do Banco Master no Congresso, incluindo a apresentação da chamada “Emenda Master”, que ampliava a cobertura do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) de R$ 250 mil para R$ 1 milhão por depositante. Investigadores afirmam que o texto da proposta teria sido elaborado por assessores do banco.
A investigação também aponta que Ciro Nogueira teria adquirido, por R$ 1 milhão, uma participação societária avaliada em cerca de R$ 13 milhões na empresa Green Investimentos S.A., operação realizada por meio de empresa administrada pelo irmão do senador.
Com base nos indícios apresentados pela PF, o ministro André Mendonça proibiu Ciro Nogueira de manter contato com investigados e testemunhas. O STF também determinou a prisão temporária de Felipe Cançado Vorcaro, apontado como operador financeiro do esquema, além do uso de tornozeleira eletrônica e restrições ao irmão do senador.
A defesa de Ciro Nogueira negou qualquer irregularidade e afirmou que o parlamentar está à disposição da Justiça para prestar esclarecimentos.
Fonte: Agência Brasil/Portal do Careiro

