Brasil/BR – O Tesouro Nacional realizou novas recompras de títulos públicos nesta terça-feira (17) para tentar conter a alta dos juros futuros em meio ao aumento das incertezas globais e internas. Em apenas dois dias, as operações somaram R$ 43,6 bilhões, a maior intervenção no mercado em mais de uma década, superando inclusive o volume recomprado durante a pandemia de COVID-19.
As recompras incluem títulos prefixados e papéis atrelados à inflação e têm como objetivo reduzir a volatilidade na curva de juros, que influencia as expectativas sobre a Taxa Selic. A pressão nas taxas foi impulsionada por fatores externos, como o conflito no Irã e a alta do petróleo, além de incertezas internas, como o risco de nova greve de caminhoneiros.
A intervenção ocorre na semana da decisão de juros do Comitê de Política Monetária, que definirá o rumo da Selic. Analistas avaliam que o Tesouro adotou uma estratégia mais agressiva para evitar maior instabilidade no mercado financeiro.
Fonte: Agência Brasil/Portal do Careiro

