Dia das Comunicações – 5 de maio

Criada em 25 de agosto de 1956, a Arma de Comunicações vem ganhando notoriedade pelo seu emprego em operações de amplo espectro, com a perspectiva de acompanhar a evolução dos conflitos no século XXI. O embrião da Arma surgiu na Guerra da Tríplice Aliança, ocasião em que o Duque de Caxias usou o telégrafo pela primeira vez nos campos de batalha. A participação mais contundente da Arma foi na 2ª Guerra Mundial, quando foi criada a 1ª Companhia de Transmissões, que assumiu funções até então desempenhadas pela Engenharia. Desde então, a Arma de Comunicações acolheu a missão que perdura até os dias atuais: proporcionar as ligações necessárias aos elementos que exercerão o comando e o controle de suas tropas.

Fonte: Agência Verde-Oliva

A “Arma do Comando”, como também é conhecida, tem como insigne Patrono o Marechal Cândido Mariano da Silva Rondon, o maior desbravador, bandeirante e sertanista do século XX.
Nascido em Mimoso, em 5 de maio de 1865, no Estado do Mato Grosso, ingressou nas fileiras do Exército em 1881, no 2° Regimento de Artilharia a Cavalo. Posteriormente, foi transferido para o Rio de Janeiro e estudou na Academia Militar e na Escola Superior de Guerra, formando-se engenheiro militar em 1890. Incumbido de comandar a construção da linha telegráfica no oeste do país, retornou para o Mato Grosso, onde passou os trinta anos seguintes inspecionando toda a faixa de fronteiras do Brasil e fazendo seu levantamento topográfico.

A “Comissão Rondon”, como ficou mais conhecida essa empreitada, trouxe soluções para problemas existentes desde a Guerra da Tríplice Aliança, como o retardo na transmissão das informações da frente de batalha para o Imperador, que levava até seis semanas. A obra de Rondon foi também fundamental para a ocupação do oeste e do norte do país, questão debatida desde o Império, objetivando a dissolução dos vazios demográficos e a integração econômica e política no restante do território. Essa nobre missão, internacionalmente reconhecida como exploradora das terras tropicais, foi realizada a pé ou em canoas, atravessando cerca de 40 mil quilômetros do território.

Aos 90 anos, Rondon recebeu as insígnias do posto de Marechal, falecendo aos 92 anos no Rio de Janeiro, em janeiro de 1958. Além de todo o seu legado, foi presidente do Conselho Nacional de Proteção aos Índios e indicado ao Prêmio Nobel da Paz.

Com o avanço tecnológico mundial, ocorrido nas décadas posteriores à 2ª Guerra Mundial, as Comunicações do Exército Brasileiro necessitaram avançar em conjunto com os novos meios de transmissão de mensagens. O telégrafo, instrumento utilizado até então, deu lugar à difusão de informações por voz, ou seja, por meio do rádio. Esse meio ganhou tamanha importância que impulsionou a estruturação da Guerra Eletrônica na Força Terrestre, a fim de proteger as informações, ainda na década de 1980. Poucos anos depois, na década de 1990, estabeleceu-se e adotou-se o envio de mensagens por redes de computadores em campanha, com a transmissão de voz, vídeos e imagens. Diante do novo desafio, não era suficiente a Guerra Eletrônica. Com a implementação do meio cibernético, foi introduzida no Exército a Defesa Cibernética, devido à importância de resguardar as informações da Força Terrestre e da Nação Brasileira. Entretanto, o rádio ainda conserva a sua importância nas operações militares. Dessa maneira, a integração entre todos os sistemas disponíveis é essencial para a atividade de comando. Tal exemplo de integração pode ser verificado em sua aplicação nos sistemas de Comando e Controle (C²). O bom funcionamento do C², ferramenta fundamental para o processo decisório, é tarefa das Comunicações. As informações obtidas no campo de batalha, desde a transmissão via rádio pelos elementos de Infantaria, ou as videoconferências realizadas pelas tropas de Cavalaria em seus reconhecimentos, convergem para um só objetivo: a obtenção da consciência situacional e a boa tomada de decisão advinda do excelente uso dos sistemas de C². Se não houver integração entre todos os meios, seguramente não será tomada a melhor decisão; por conseguinte, o sucesso da operação estará em risco, podendo comprometer a integridade das forças desdobradas no terreno.

Atualmente, no cenário de defesa nacional, o SISFRON, Sistema Integrado de Monitoramento de Fronteira, está sendo implementado para realizar o monitoramento contínuo de cerca de 17 mil km de fronteiras terrestres com 11 países. O SISFRON consiste em um sistema de C², que permitirá aos órgãos de Segurança Nacional, em especial ao Exército Brasileiro, a rápida e precisa ferramenta para a tomada de decisão à frente das possíveis ameaças em nossas fronteiras terrestres. Essa coordenação diminui as distâncias impostas pela grande extensão territorial do país, promovendo a integração dos meios de informação da Força Terrestre com os diversos órgãos do Estado Brasileiro.

Para atender as atuais necessidades da Força, prioriza-se a aquisição de meios modernos de comunicação, compostos por sistemas de segurança do mais avançado nível, e investe-se no adestramento de pessoal com cursos e estágios em diversas áreas. Assim, o militar da Arma de Comunicações deve aprimorar-se constantemente, a fim de acompanhar as permanentes inovações tecnológicas e de aperfeiçoar as características imprescindíveis para o exercício de suas funções no corpo de tropa, tais como a iniciativa, a disciplina intelectual, a dedicação, a organização e a persistência.

O Marechal Rondon deixou ideais que serviram de inspiração para forjar a Nação Brasileira, baseando-se em um propósito grandioso e em metas desafiadoras, que promoveram a união nacional e guiaram o caminho para um Brasil mais forte, próspero e unificado.

Comunicantes! Inspirados na figura de seu célebre patrono, prossigam sempre na missão de servir à Pátria.

General de Exército Eduardo Dias da Costa Villas Bôas
Comandante do Exército

Fonte: Agência Verde-Oliva

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