‘Foi um sonho’, diz professora da rede pública estadual do Amazonas sobre experiência em participar de intercâmbio nos Estados Unidos

Professora Izabelle Cristine da Costa -

Professora passou quatro meses nos EUA

“Nós realizamos muitos sonhos ali. Eu, principalmente”. O relato é da professora de Língua Inglesa da rede pública estadual do Amazonas, Izabelle Cristine da Costa Mattos, que participou, recentemente, de um intercâmbio nos Estados Unidos, por meio do Programa de Líderes Internacionais em Educação (International Leaders in Education Program – ILEP).

O ILEP é uma iniciativa do Departamento de Estado dos Estados Unidos, em parceria com o Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed) e a Secretaria de Estado de Educação e Qualidade do Ensino do Amazonas (SEDUC/AM).

Professora do Ensino Médio na Escola Estadual Ernesto Penafort, no São José, Zona Leste de Manaus, Izabelle vivenciou em pouco de mais de quatro meses uma experiência, que, segundo ela, foi a realização de um sonho.

“Como professora de Inglês, eu sempre fui apaixonada por ensinar essa língua e pela cultura americana, principalmente, então, para mim, viajar para os Estados Unidos realmente foi um sonho. Eu pude ver neve pela primeira vez, pude conviver com uma família americana, pude ver cidades que nunca imaginei que iria conhecer, como Nova York, Washington, conheci a Casa Branca, conheci os monumentos que sempre aparecem nos filmes, então, isso foi muito legal para mim”, afirmou a educadora.

Mattos explica que o intercâmbio iniciou com uma fase de adaptação. “A gente passou a primeira etapa com um processo de adaptação. Todos os professores se encontraram em Washington e a gente passou três dias com os responsáveis pelo programa recebendo informações a respeito do que a gente precisava fazer, de como a gente deveria agir. A partir do dia 6 de janeiro, ficamos com as nossas universidades de destino e os 64 professores foram divididos entre quatro universidades, uma no Arizona, uma em Ohio, uma na Virginia e na Pensilvânia”, contou.

Contribuições – Para a professora, a experiência trouxe muitas contribuições, que ela espera aplicar com os alunos.

“Tivemos dois tipos principais de curso: um seminário educacional e um seminário tecnológico. No seminário educacional, aprendemos um pouco mais sobre as metodologias ativas, sobre como são as metodologias utilizadas dentro da sala de aula americana. Aprendemos a respeito de tipos de avaliação, eu, em especial, com a minha professora de estágio, trabalhamos a respeito de tipos de mentes, a mente fixa e a mente em crescimento. Isso é muito interessante para trabalhar principalmente com professores que não conseguem entender que o aluno hoje tem necessidades diferentes do aluno de dez, vinte anos atrás, então isso foi importante para a minha visão de como trabalhar, como planejar a minha aula”, explicou.

Como professora, Mattos diz que o intercâmbio lhe permitiu desenvolver uma visão de mundo que ultrapassa os limites da sala de aula.

“Tenho uma visão, hoje, de sala de aula muito maior que eu tinha antes de ir, porque não vivo mais somente naquelas quatro paredes que eu tinha dentro de sala de aula. Hoje eu consigo imaginar o meu aluno saindo da sala, consigo imaginar o meu aluno buscando dados, buscando conteúdos fora daquelas quatro paredes. Você abre a sua visão de mundo, você expande aquilo que você pode conseguir a partir de uma única ferramenta. Isso é muito bom. Se todos os professores tivessem essa oportunidade ou se abrissem para qualquer outra oportunidade desse tipo que apareça, é muito interessante, é enriquecedor, é maravilhoso”, afirmou a professora, entusiasmada.

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